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Crítica: “Um Funeral em Família”


Uma antiga (mas não ultrapassada) fórmula tida como eficaz para se realizar bom filme de comédia, que atinja o maior público possível – sem limitar a audiência em grupos específicos -, afirma que este deve ser dosado na medida certa, sem muitos exageros, com um linguajar apropriado, e não apresente aos espectadores nada muito apelativo sexualmente. O filme “Um Funeral em Família” (A Madea Family Funeral), tinha tudo para ser ótimo, mas seu enredo não foi bem aproveitado.

Produzido, escrito e protagonizado por Tyler Perry, a história tem início quando Madea e seus companheiros, são convidados para uma típica reunião de família, que acaba resultando em um verdadeiro caos. De um simples aniversário de casamento, o encontro se transforma em um funeral, e traz à tona os (temidos pela grande maioria das pessoas) segredos de família.

O longa – que é a décima primeira incursão da personagem Medea nos cinemas, na longeva franquia iniciada em 2005 com “Diário de uma Louca” – até contaria uma história bacana, se a narrativa não perdesse tanto tempo com a utilização de textos sexualizados: cerca de 90% do roteiro é constituído por puro “besteirol”, quase todas as falas e piadas remetem ao ato sexual, ou seja, a comédia propriamente dita fica em segundo plano.

No entanto, mesmo após a quase totalidade questionável da produção, as cenas finais são bem interessantes, conseguem transmitir a mensagem de uma situação que, infelizmente, muitas mulheres suportam em nome dos filhos e mostram como é importante a libertação de relações tóxicas, em nome do nosso próprio bem.

No geral, “Um Funeral em Família” não apresentou um resultado que prendeu minha atenção e nem me arrancou gargalhadas durante sua projeção, porém, o gênero humor é bem democrático e um espaço aberto para todos os tipos de gostos.

Sendo assim, com a realização prévia de tantos antecessores, as histórias de Medea já encontraram seu público cativo nos cinemas, mas é improvável que consigam arrebanhar novos fãs dispostos a acompanhá-las.

 por Victória Profirio – especial para CFNotícias