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Crítica: Venom


Quem gosta de história em quadrinhos sabe da importância e das características que o Venom tem. Sendo um dos melhores personagens do universo do Homem-Aranha e também um dos mais complexos, é natural que a expectativa para o longa próprio da criatura, estrelado por Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria), seja altíssima.

Pois é, infelizmente o resultado final não compensa a ansiedade e é bem abaixo do esperado. Pior: não honra o legado que o vilão (hoje está mais para anti-herói) construiu ao longo do tempo. E a culpa não é do Tom Hardy! Ele até se esforça para mostrar um Eddie Brock desorientado e derrotado, mas é vítima de um roteiro bizarro e cafona.

Isso porque há momentos em que a criatura central se apresenta como boba e infantilizada. É só reparar na cena em que Brock está possuído em um restaurante e começa a comer lagosta dentro de um aquário para matar a fome. Para piorar, há uma sequência em que o protagonista é chamado pelo seu novo alter ego de “pussy” (gíria americana bastante pejorativa) após não saltar do topo de um prédio.

Na trama, Brock é um jornalista que acaba perdendo tudo, inclusive seu noivado com Annie (Michelle Williams), após acusar o cientista, Carlton Drake (Riz Ahmed), de matar pessoas durante experimentos. Totalmente desorientado na vida, o repórter é procurado pela Dra. Skirth (Jenny Slate), uma funcionária de Drake que é contra o atual trabalho do patrão.

Enquanto vistoriava o laboratório do milionário, Brock entra em contato com um simbionte alienígena e se torna Venom, uma máquina de matar incontrolável. Com isso, ele tenta de alguma forma conter essa nova anomalia e impedir que Drake siga adiante com suas pesquisas. A partir daí, o que vemos são diálogos bregas e fora do contexto original criado pela Marvel.

Tem gente por aí comparando “Venom” com filmes fracassados de heróis, como “Mulher-Gato” (aquele com a Halle Berry) e o último “Quarteto Fantástico”, de 2015. Ele não chega a ser tão ruim como esses citados, mas é tão constrangedor quanto, a ponto de esquecermos (não perdoarmos) o que Sam Raimi fez com o personagem em “Homem-Aranha 3. É uma pena, afinal de contas, o rival do Aranha merecia muito mais do que isso.

por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias