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Crítica: X-Men – Apocalipse


Oscar Isaac como Apocalipse

Há uma cena de “X-Men: Apocalipse” que Jean Grey (Sophie Turner) sai do cinema após assistir “Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi” e comenta que o terceiro filme é sempre o pior. Essa teoria é comprovada com o mais novo filme da franquia dos mutantes.

Mesmo tendo um dos vilões mais legais dos quadrinhos e a inclusão de vários personagens clássicos, a terceira parte da trilogia iniciada pelo bom “Primeira Classe” e seguida pelo ótimo “Dias de Um Futuro Esquecido” infelizmente fica abaixo das expectativas. Tudo por se preocupar mais em trazer novos integrantes para esse novo conflito dirigido por Bryan Singer do que a história propriamente dita.

Para se ter ideia, Jubileu (Lana Condor), que aparece em vários materiais de divulgação, é mais um easter egg do que qualquer outra coisa, Psylocke (Olivia Munn), outra mutante bastante esperada pelos fãs, tem participação discreta assim como os Cavaleiros do Apocalipse, também formado por Magneto (Michael Fassbender) e Tempestade (Alexandra Shipp). Uma pena!

Já como destaque é válido exaltar o trio Jean Grey, Ciclope (Tye Sheridan) e Noturno (Kodi Smit-McPhee). No meio de tantos mutantes, os três se sobressaem com os seus conflitos e dilemas durante a trama. A participação de Hugh Jackman como Wolverine também é notável, apesar de ser bem rápida e pequena.

Quanto ao vilão interpretado por Oscar Isaac (Star Wars: O Despertar da Força), infelizmente desagrada, principalmente devido ao seu visual, que não é tão parecido com o dos quadrinhos. Para se ter ideia, é perceptível um exagero de efeitos, apesar de ser bem interpretado pelo ator e ter uma apresentação imponente.

Na história, En Sabah Nur é o mutante mais antigo do mundo. Depois de milhares de anos, ele volta para garantir sua supremacia e acabar com a humanidade. Quem tenta evitar essa catástrofe é Charles Xavier (James McAvoy) com seu time de mutantes, formado por Mística (Jennifer Lawrence), Fera (Nicholas Hoult), Mercúrio (Evan Peters), entre outros.

Mesmo com passagens divertidas, “X-Men: Apocalipse” fica longe de manter a importância que a franquia conquistou após o primeiro filme, lançado em 2000, e os seus antecessores. Sobra ação em um roteiro que traz personagens tão queridos do público de maneira bem superficial.

Por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias

 

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