Entrevista: Conversamos com Andy Serkis, astro de Planeta dos Macacos


Crédito imagem: Angela Debellis

Gollum (O Senhor dos Anéis), Capitão Haddock (As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne) e Líder Supremo Snoke (Star Wars: O Despertar da Força). Esses personagens têm aparências e personalidades bem distintas, mas todos tem em comum a alma de Andy Serkis por trás de seus movimentos.

No Brasil para divulgar “Planeta dos Macacos: A Guerra”, em que vive o protagonista Cesar, o ator concedeu entrevista coletiva, em São Paulo, para falar sobre a conclusão da famosa franquia e da jornada de seu personagem, além do avanço da tecnologia de captura de movimentos.

Simpático e atencioso, ele teve a preocupação de dar respostas completas e bem explicativas sobre os temas abordados. Claro que a equipe do “CFNotícias” marcou presença e separou os melhores momentos do papo com o astro. Confira abaixo:

Sobre Planeta dos Macacos: A Guerra
É um grande filme de guerra, mais especificamente sobre indivíduos que tentam sobreviver durante um conflito. É um roteiro que tem muita sensibilidade e emoção, pois, em um filme como esse, é preciso criar uma empatia com o público. Acho que conseguimos fazer isso.

Sobre a direção de Matt Reeves (o mesmo que dirigiu Planeta dos Macacos: O Confronto)
Ele é um maravilhoso diretor de atores. Havia muita pressão sobre Matt, afinal estávamos filmando a conclusão de uma importante franquia, mas ele soube lidar bem com isso, tanto que nos deixou bem a vontade no set. O mais importante na construção desse filme era entender o ponto de vista dos personagens, para justamente definir o melhor ângulo na hora de abordar as emoções de cada um deles. Matt foi simplesmente brilhante nesse aspecto!

Sobre interpretar César, líder dos macacos, durante toda a trilogia
Foi uma jornada muito intensa. Confesso que o processo mais cansativo foi interpretar o César adolescente, pois quis dar a ele a sensação de um líder. Na maior parte do tempo, o personagem até parecia um humano, já que ficava mais ereto, e também se apresentava emocionalmente maduro. Nos outros filmes, tivemos o desafio de permitir que os macacos falassem como humanos. Eles não construíam sentenças longas, mas procuravam as palavras. Era o nascimento da língua. Há uma diferença entre os longas em termos de articulação.

Sobre o avanço da captura de movimento
Atualmente não falamos só de captura de movimentos, mas também da performance completa do ator. Hoje, além de capturar a parte física, capta-se as expressões do rosto do personagem, além do áudio e de tudo o que envolve a interpretação do ator. Há 10 anos, por exemplo, o processo era feito em etapas. Em primeiro lugar, filmavam-se os movimentos do ator com uma câmera de 35mm e, em seguida, o material era levado para ser editado por animadores em um outro computador.

Sobre a possibilidade de voltar para um novo filme da franquia
Se me convidarem, por que não? Fazer parte desses filmes é uma sensação de viver uma grande história, nada previsível. Todos sabemos que as sequências tendem a se repetir e isso não acontece só com “Planeta dos Macacos”. Certamente essa franquia mexe com as pessoas emocionalmente, pois ensina cada um a não ser tão julgador.

Em “Planeta dos Macacos: A Guerra”, César e seu grupo são forçados a entrar em uma batalha contra um exército de humanos, formado por um inescrupuloso coronel (Woody Harrelson). Depois de ver vários colegas perderem a vida, o protagonista luta contra os seus instintos e parte em busca de vingança. No meio dessa jornada, o futuro do planeta pode estar em jogo. O longa estreia no Brasil na próxima quinta-feira (03).

por Pedro Tritto – Colunista CFNotícias