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Entrevista: Fomos à Coletiva de Imprensa de “O Farol”


Na tarde de hoje, 29 de outubro, participamos da Coletiva de Imprensa do filme “O Farol” (The Lighthouse). O evento ocorreu após a exibição do longa para jornalistas e contou com a presença do diretor Robert Eggers, do produtor Rodrigo Teixeira e do também protagonista Willem Dafoe.

A história se passa no início do século XX, quando Thomas Wake (Willem Dafoe), o responsável por um farol em uma ilha isolada, contrata Ephraim Winslow (Robert Pattinson) para lhe auxiliar com as tarefas diárias. Acontece que o acesso ao farol é uma área restrita para o jovem, que se torna cada vez mais interessado em descobrir o que acontece naquele local. Sua curiosidade acaba tornando-se uma obsessão, até que fenômenos estranhos começam a acontecer.

O filme possui uma narrativa voltada para uma linha tênue existente entre a loucura e a realidade. Robert explicou que desde o início tudo já estava caracterizado no roteiro e que, além de escolher atores audaciosos, trabalhou a questão dos designs para criar a atmosfera descrita no longa. Ainda complementou dizendo que, toda essa questão da produção permitia a inspiração para “enlouquecer” dentro de regras rígidas.

Willem mencionou que todo o cuidado que Eggers possui com a estruturação do roteiro, a linguagem e toda a parte visual, é algo muito preciso, e que ele se atentou a isso quando assistiu ao filme “A Bruxa” (The Witch), esse foi um dos motivos pelos quais topou fazer parte do elenco.

Referente à parte técnica e a locação utilizada para as filmagens, Robert disse que em um mundo perfeito, ele com certeza construiria seu próprio cenário, pois teria muito mais controle sobre isso. Entretanto, já que todo longa trabalha com um limite de recursos, buscou um local que já existisse, e felizmente não encontrou, o que fez com que a produção buscasse uma rocha em meio ao oceano Atlântico, e partir daí construíssem o farol.

Um detalhe bem interessante, e que com certeza ganha um destaque à parte, é a fotografia feita em preto e branco do início ao fim. Robert explicou que essa escolha tinha o propósito de nos remeter ao passado e que a imagem granulada, junto com o contraste que ele esperava, só poderia ter sido realizada em P&B. Ainda assim, ressaltou que seu desejo era utilizar o modo ortocromático, um tipo de efeito sensível a cores com exceção do vermelho, que infelizmente não existe mais.

Rodrigo Teixeira também falou sobre o processo de começar a produzir “O Farol”. Contou que já havia assistido a um dos trabalhos de Eggers, e que ao ler o roteiro, chegou à conclusão que aquela era uma das melhores histórias que já tinha lido. Revelou que a única exigência do diretor era que a filmagem ocorresse em preto e branco; com a condição aceita, o filme começou a ser gravado quatro meses após a primeira conversa entre eles.

O longa é candidato a uma vaga ao Oscar e sua estreia no Brasil está prevista para o dia 02 de janeiro de 2020. Logo tem crítica completa no site.

Crédito das fotos: Victória Profirio.

por Victória Profirio – especial para a CFNotícias