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Novidades e boa programação marcaram o Anime Friends 2018


Sexta e segunda feira, dias 06 e 09 de julho, tive a oportunidade de prestigiar o Anime Friends 2018. Em sua 15ª edição, o evento permanece entre um dos maiores do Brasil, e não é para menos: além do escopo enorme, estava cheio em um dia de semana com um jogo importante do Brasil na Copa do Mundo – o qual metade dos visitantes, aliás, parou para assistir –, e lotado no feriado.

Este ano, as atrações internacionais particularmente, foram em sua maioria, inéditas no Brasil, um exemplo disso: a dupla Deadlift Lolita, ícone do Kawaiimeta, Blanc 7, um dos novos sucessos do K-Pop, e a vocaloid Hatsune Miku, em um show próprio. Some a isso palestras com atores japoneses, como Takumi Hashimoto, de Jiraya e Zyuranger, e Ayame Misaki, da adaptação cinematográfica de Attack on Titan, e digital influencers famosos do Japão, como Yuki Takasaka.

A Maru Division se focou em trazer várias novidades de além-mar, para tentar mostrar que não pretende deixar o evento na mão. Além disso, as atrações nacionais, com palestras com dubladores de animes clássicos, como Yu-Yu Hakusho (infelizmente a única palestra com dubladores que consegui ver) e Dragon Ball, e modernas, como Bleach e One Piece, e shows com grandes nomes dos anisongs e da música de Tokusatsu nacionais, como Diogo Miyahara e a banda Gaijin Sentai, cujos shows estavam muito bons.

Ainda assim, alguns problemas devem ser considerados. O primeiro, e mais grave, deles foi a falta de mais salas temáticas, e a melhor organização das existentes. O espaço reservado a elas, particularmente aos Maid Cafés, e a de Tokusatsu, pareciam detalhes, e extremamente mal posicionadas, dando a impressão que houve maior cuidado no posicionamento da sala temática da Escola de Magia e Bruxaria do Brasil, relacionada à franquia Harry Potter. É claro que os preços de aluguéis de espaços podem ter tido participação, porém ainda assim fizeram falta.

Outra coisa que incomodou, segundo comentários de fãs dentro do evento, foi o foco nas grandes editoras, que ficavam em destaque, e o comércio de roupas, quadrinhos e mangás usados, e brinquedos importados, ficaram relegados a segundo plano. Mais uma vez, talvez o preço do espaço possa ter sido um jogador chave nessa questão. E uma terceira questão sobre a presença de atividades não ligadas à cultura Otaku e japonesa, e maior abertura a atrações ligadas ao universo geek, foi vista pelos mais puristas como uma perda de identidade, porém nesse ponto, além da supracitada atração de Harry Potter e de estandes com videogames para jogar, não vi nada que indicasse tal perda.

Fora isso, o evento contou com coisas muito interessantes: o Artist’s Alley, espaço dedicado a artistas autorais para exporem e venderem sua arte, era realmente grande e com grande destaque. Outra coisa muito interessante foi o preparo para lidar com uma ocorrência como Copa do Mundo: Separaram um espaço, em um palco, que transmitiu o jogo, permitindo que os visitantes pudessem assistir à partida, numa boa sacada de marketing e consideração com os clientes, para que não ficassem dependendo de suas próprias internets.

Em suma, a Maru Division fez um bom trabalho em sua estreia organizando o Anime Friends. Por ser o primeiro evento, erros podem ter ocorrido, que esperamos sanados no próximo. E se continuar nesse ritmo, teremos vários e melhores AF’s pela frente.

Crédito das fotos: Ícaros Marques e Deborah Dias.

por Ícaro Marques – especial para CFNotícias