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Sidney Magal revisita sua trajetória no documentário “Me chama que eu vou”


Com estreia nacional na Mostra Competitiva do 48º Festival de Gramado, “Me chama que eu vou”, de Joana Marini, e produzido pela Mar Filmes, é um documentário repleto de músicas, narrado em primeira pessoa sobre Sidney Magal – nascido Sidney Magalhães –, e que resgata sua trajetória desde a infância até o presente, repassando os seus mais de 50 anos de carreira e mostrando o homem por trás do artista.

A emocionante vida de Magal mostrada em “Me chama que eu vou” fará o público rir e chorar com um homem real, que por trás da figura pública, exuberante e sexy, tem histórias inusitadas, como quando pediu a Vinicius de Moraes que compusesse uma música para ele, a maneira como escolheu o seu nome artístico na Itália, e até a rejeição inicial da Rede Globo, que logo depois o transformou em convidado de honra em seus programas musicais. O título do filme vem de uma das músicas mais famosas de Magal, que serviu de tema de abertura da novela “Rainha da Sucata”, em 1990 e que de certa forma, também brinca com uma característica especial de Magal, que costuma aceitar a maioria dos convites que recebe.

A diretora Joana Mariani conheceu o cantor no começo dos anos 2000, durante as filmagens do clipe da música “Tenho”, dirigido por Pedro Becker, que foi lançado no Fantástico, e se aproximou do artista e de sua família. “A cada encontro, as histórias de vida, das experiências e ‘causos’ contados por ele fascinavam a todos. Sidney Magalhães é uma figura deliciosa, muito diferente da personagem que ele criou para sua vida artística (Sidney Magal)”, conta a cineasta.

Magal também já participou de peças de teatro, filmes e programas de televisão, algo que ele mesmo define como “um pouco abusado de minha parte”, e encara o documentário como uma espécie de coroação. “É um documentário delicioso porque ele é muito real, ele é quem é o Sidney Magal, quem é o Sidney Magalhães para vocês. O filme foi selecionado para participar do Festival de Cinema de Gramado e isso é uma alegria, já que o Festival faz parte da história do nosso país, da cultura do nosso país. E agora eu quero que todos curtam bastante o Sidney de Magalhães, porque eu tô inteiro nesse documentário.”.

Repleto de imagens de arquivos de televisão e do próprio Magal, o filme explora tanto o lado artístico quanto pessoal daquele que, segundo o Jornal Nacional, é “misto de Elvis Presley com John Travolta”. A produtora Diane Maia, da Mar Filmes, explica que a narrativa do longa começou com entrevistas informais entre Joana e Magal, e, a partir delas, foi montada uma estrutura que as guiou em busca das imagens que complementariam a fala do cantor.

“Tivemos amplo acesso ao Acervo Globo, apoio de outras emissoras que nos cederam imagens que encontramos com pesquisadores, e, também, tivemos duas profissionais na casa do Magal por um mês digitalizando mais de 10 mil documentos históricos de sua carreira. A digitalização deste material foi não somente um presente para o filme, como para o Magal, que agora tem tudo organizado, datado e armazenado.”.

Joana Mariani define o filme como “uma conversa gostosa de mesa de bar” trazendo um apanhado de lembranças e memórias. Assim, o documentário encontra um Magal que se abre à câmera numa conversa franca sobre sua família, sua música, sua carreira. O filme tem também depoimentos de sua companheira, Magali West, que conta, entre outras coisas, como o cantor a conquistou, quando ela ainda era uma jovem estudante em Salvador; e do filho, Rodrigo West.

Além do documentário “Me chama que eu vou”, a diretora prepara outro filme sobre o artista, desta vez como produtora, ao lado de Diane Maia. “Meu sangue ferve por você”, uma comédia romântica musical, livremente adaptada na vida do cantor, que será dirigida por Paulo Machline, com José Loreto como Sidney Magal e Giovana Cordeiro como Magali. “A ficção é um recorte de três meses sobre como ele e Magali se conheceram, há 40 anos, em uma turnê que ele estava fazendo pela Bahia para lançar um disco. É uma comédia romântica musical, uma história verdadeira, mas totalmente reescrita. Como falamos, um ‘conto Magalesco’”.

“Me chama que eu vou” é uma produção da Mar Filmes, em parceria com a Globo News/Globo Filmes, Canal Brasil e Mistika, com distribuição da Vitrine Filmes.

Crédito da foto: Juliana Torres.

da Redação CFNotícias